Greve Geral atinge todos os setores em Minas Gerais

Concentração para manifestação começa às 9 horas na Praça da Estação, em Belo Horizonte

Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (29),  na Sala de Imprensa da Assembleia Legislativa, a presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais, Beatriz Cerqueira, e dirigentes sindicatos CUTistas e de entidades sindicais apresentaram um balanço de como será a Greve Geral em Minas Gerais, nesta sexta-feira (30). As paralisações – contra as reformas trabalhista, da Previdência, a terceirização, e com as pautas "Fora, Temer" e “Diretas, já” -  vão atingir todo o Estado, com a adesão de categorias de todos os setores, 32 manifestações estão programadas na capital e no interior. Em Belo Horizonte, o ato público terá concentração a partir das 9 horas, na Praça da Estação, na Região Central. Além das atividades ao longo do dia, será realizada uma Audiência Pública sobre a reforma trabalhista, às 15 horas, na Assembleia Legislativa.

“A Greve Geral faz parte de uma luta da vida contra a morte. É a luta pelo direito ao emprego, para que as pessoas continuem tendo direito à carteira assinada. Assistimos ontem (quarta-feira, 28) algo vergonhoso, que foi a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça do projeto de reforma trabalhista.  Entre as categorias que aderiram à greve estão os metroferroviários, que o Judiciário sempre tenta impedir a participação com multas. A multa é de todos, ela é de classe. Já são mais de R$ 800 mil, porque a categoria participou da Greve Geral. A multa não é apenas do Sindimetro-MG. A CUT e as demais categorias vão assumir a multa”, disse Beatriz Cerqueira.

“A greve é um enfrentamento ao sistema. Não é um passeio. O balanço é de uma greve vitoriosa depois de tudo que temos enfrentado com esse governo ilegítimo. No dia 24 de maio, 200 mil pessoas estiveram em Brasília. Numa situação como essa, as  centrais sindicais seriam chamadas para conversar. Mas, não, o Temer baixou um decreto e a manifestação foi reprimida. As pessoas feridas não tiveram atendimento.  Nossa capacidade de fazer uma nova greve geral é vitoriosa. É um balanço extremamente positivo. A paralisação não é só de categoria é de luta de classe”, disse a presidenta da CUT/MG.

Beatriz Cerqueira destacou que, se estivéssemos em um governo sério, as reformas seriam debatidas com a classe trabalhadora e com a população. “Não houve debate sobre qualquer reforma. E, quando quisemos manifestar nossa opinião, não encontramos espaço na maioria dos meios de comunicação. O empresário defende a terceirização, a reforma trabalhista, mas nós não somos ouvidos. Há uma deturpação do debate, como se mudar mais de 100 artigos da CLT se resumisse ao Imposto Sindical. Tentam resumir a reforma trabalhista num debate sobre o imposto sindical, uma estratégia para enfraquecer a organização sindical. A população tem o direito de formar sua opinião e não temos como dialogar com ela através dos meios de comunicação. Quando fazemos greve, somos taxados de vagabundos. Quando acontece na França, é lindo. Aqui é coisa de vagabundo. É preciso entender que, com as reformas, as próximas gerações vão sofrer”, acrescentou.

Fotos: Studium Eficaz

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