Trabalhadores/as em educação ocupam galerias da Assembleia Legislativa para cobrar do governador o pagamento do 13º Salário

"O 13º Salário é um direito e nós estamos aqui para cobrá-lo", disse a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, à imprensa, nesta segunda-feira (18/12/17), durante mobilização da categoria na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, promovida pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais.

Trabalhadores e trabalhadoras em Educação vindos de todas as regiões do Estado lotaram as galerias do Plenário da Assembleia e, com palavras de ordem, pediram ao governador pra pagar o 13º. Aos deputados e deputadas, os profissionais da educação pediram apoio e a obstrução da pauta como forma de retaliação à essa atitude do governador, que na semana passada anunciou o pagamento do 13o para a segurança pública.

"É absurdo o governador, que tanto falou em ouvir para governar, não dialogar conosco, e ainda excluir 90% do funcionalismo deste direito. Não discutimos aqui quem tem mais direito que o outro, mas, o método como esse governo trata uma questão tão séria como essa", disse a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG.

Os/as educadores/as lembraram que, no último dia 06, fizeram paralisação e bloqueio das entradas dos prédios da Cidade Administrativa, para cobrar o cumprimento desta pauta. "Estamos insistindo em conversar com esse governo, que até agora não cumpriu os 25% de investimento do Orçamento em educação como manda a Constituição. O governo sequer investiu um centavo dos mais de R$ 1 bi da Quota Salário-Educação (QESE) recebidos", disse Beatriz Cerqueira, que também lembrou que educação e saúde possuem verbas vinculadas, portanto, se fosse falar em prioridade esses dois segmentos estariam em vantagem .

Para o Sind-UTE/MG, o anúncio do governo apenas para a segurança pública é um desrespeito ao conjunto do funcionalismo, que tem a mesma fonte de pagamento, mas, foi surpreendido com um tratamento diferenciado e excludente.

“O comportamento do Governador, Fernando Pimentel é inaceitável e demostra que seu governo onão tem relação de respeito com os/as servidores/as que viram, nos últimos dois meses, diversas entrevistas de Secretários de Estado afirmando a impossibilidade de pagamento do 13º salário em 2017.

Nenhuma reunião com os sindicatos do funcionalismo foi marcada, nenhum diálogo estabelecido. Este comportamento evidencia, explicita a incapacidade do governo em estabelecer um mecanismo de negociação das questões gerais do funcionalismo."

Educadores/as estão dispostos a continuar em mobilização enquanto o governo não pagar o 13º salário.

"Não pedimos nenhum favor, exigimos nossos direitos", afirmou o diretor do Sind-UTE/MG e coordenador da Subsede Ouro Preto, Fábio Garrido.

"Respeito é o que queremos e, se esse governador não nos pagar, o ano letivo não vai começar", alertou Silvânia Morais, Subsede Contagem.

Eduardo Serpa, diretor do Sind-UTE/MG, Subsede Floresta, disse que causa revolta e indignação essa postura do governo do Estado.

 

Fotos: Jéssica Souza/Sind-UTE/MG - Produção de Conteúdo e Assessoria de Imprensa: Studium Eficaz.

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